Feijão Com Arroz

Novembro 18, 2009

God’s Choreography (Must Read)

Arquivado em: Uncategorized — Antonio Polo @ 2:30 pm

Muito lindo!!! Caso Real.

God’s choreography

It’s easy to forget that our Lord holds our times in his hands. We go about our lives, taking for granted God’s tender and infinite care. But now and then we get a glimpse of it.

A few days ago, I had such a glimpse, and it will be sufficient to remind me for a long time that the God of the universe tends to the smallest details of my life, just as he does with yours.

I was in a local hospital, preparing to leave after a wonderful outcome to a cardiac catherization.  My arteries are pristine. Hooray! This procedure does require that a tube is inserted through the femoral artery in the upper thigh. A collagen plug is inserted into the artery to close it after the procedure, which will be absorbed over time, but which is a little challenging to keep in place at the beginning, until it starts to heal.

This is the one part on the healing process that takes the most care afterwards. You have to lay flat for several hours, which I had done, and you must be careful getting dressed, which I had also done.

My husband and I prepared to leave, eager to get home, and we waited for the nurse to come and release us.  Then she came into the room and told us she had a new patient, and would have to stabilize of him, but would be with us as soon as she could.

Of course, we had no choice but to wait. A fair amount of time went by. We watched TV, shuffled around, chatted, and hung out.

Then I coughed. It was a big cough that I wasn’t prepared for. I felt this ripping feeling in my groin, and a lot of pain in my leg, and a flooding feeling. Something was VERY wrong.

Quick call to the nurse. She came immediately and knew what to do, applying as much pressure as she could to the femoral artery, and she essentially became a turniquet for me. She kept me from bleeding out with her bare hands–no time to put on gloves.  The charge nurse and other staff came in and brought in what looked like a torture device that would apply pressure for the next many hours to let the artery stabilize without throwing any blood clots (an ultrasound the next day verified this).

I had gone from stable to life-threatening in one cough. God, of course, knew that the cough at home or in the car would have meant the nurse would not have been there to save my life.

This was one of the opportunities to see God’s choreography of timing. Just because there are countless times we do not have a clue what’s going on behind the scenes, I urge us all to treasure his care, his protection, and his grace.

He provides it extravagantly to each of us. Never lose track of it, dear one. He is guiding your steps, especially when it seems unlikely.  You never know when he is orchestrating you, protecting from something as mundane as a cough.  Trust his timing for those times when you don’t know you need protection.

Psalm 3:3 “But you, O Lord, are a shield around me; you are my glory, the one who holds my head high.”

J.E.Oppenheim – Nov/18/09

Novembro 10, 2009

Rubem Alves (O Prazer nosso de cada Dia)

Arquivado em: Uncategorized — Antonio Polo @ 2:12 pm

QUEM diria que o Riobaldo era profeta ecumênico? Foi ele mesmo que me disse: “Eu, cá, não perco ocasião de religião. Aproveito de todas. Rezo cristão, católico e aceito as preces de compadre meu Quelemém, do Cardéque. Mas, quando posso, vou no Mindubim, onde um Matias é crente, metodista: a gente se acusa de pecador, lê alto a Bíblia, e ora, cantando hinos belos deles…”
Também eu não perco ocasião de religião. Tenho sangue católico nas veias. Meu avô ia ser padre. Lá no sobrado no sótão, ficavam guardadas as velharias numa canastra. Entre elas, uma carta do meu avô, adolescente, interno do Caraça, pedindo dez tostões para comprar uma batina nova.
Tenho também sangue de espírita, que eles chamam de “espiritualista” ou kardecista. Eu estava em São Paulo, puxei conversa com o motorista do táxi, perguntei de onde ele era. “Sou de Macuco”, respondeu. “Macuco? Conheço muito… É perto de Lavras do Funil onde vivi desde menino…” O taxista se sentiu mais íntimo. “Lavras é lugar de um espírito de luz, médico que anda pelo mundo dos sofredores curando doenças…” “E como é que ele se chama?”, perguntei. “É o doutor Augusto Silva…” Dei uma risadinha: “O doutor Augusto Silva foi meu tio…”
E tenho também sangue de protestante. A gente tinha ficado pobre por causa da crise de 1929. Fomos morar numa casa de pau a pique emprestada. Rico que fica pobre tem de mudar para longe. Todo mundo foge dele, com medo de que ele peça dinheiro emprestado.
Mas havia um homem que não fugia, se aproximava e visitava. Era o seu Firmino, evangelista protestante que prometia as riquezas do céu para aqueles que sofriam as pobrezas da terra. A pobreza do meu pai: não tinha dinheiro para pagar escola para os filhos.
Mas o seu Firmino conhecia os missionários protestantes donos do Instituto Gammon, em Lavras. Ele mexeu os pauzinhos e o Gammon deu bolsas de estudo para os meus irmãos. Ficamos então protestantes; não por conversão, por gratidão.
Pois não é que Deus, mesmo sabendo da minha religiosidade, anda me pregando umas peças? Meus amigos tentam interceder, inutilmente. E uma amiga querida me sugeriu que eu ficaria melhor se abandonasse minha incredulidade e acreditasse na reencarnação. Com a reencarnação tudo se explica e há a certeza de um final feliz…
“Pois saiba você que eu acredito na reencarnação”, eu disse. “Faz tempo anunciei a minha conversão num artigo de nome esquisito: “oãçanracneeR’”. Reencarnação ao contrário: não de trás para adiante, mas de diante para trás.
Não quero evoluir para frente nem ficar parado no eterno presente do céu… O céu me dá claustrofobia.
Além do que não quero evoluir.
Muitas coisas não podem e não devem evoluir: saíras de sete cores, riachinhos, ipês floridos, a “Nona Sinfonia”, uma preta jabuticaba são seres perfeitos. Como seria uma jabuticaba evoluída? Uma jabuticaba cúbica? Esse objeto é divino, não pode e não deve ser melhorado. O que eu quero não é evoluir. Quero é viver de novo intensamente o passado que vivi, sem os sentimentos de culpa que a minha religião botou na minha cabeça.Toda noite peço perdão a Deus pelos pecados que não cometi…
Assim, quando já são poucas as jabuticabas na minha tigela, rezo o meu pai-nosso herético erótico: “O prazer nosso de cada dia dá-nos hoje…”

Morre Lentamente (Neruda)

Arquivado em: Uncategorized — Antonio Polo @ 10:04 am

Morre lentamente – Pablo Neruda

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

Novembro 3, 2009

Deus Procura-te

Arquivado em: Uncategorized — Antonio Polo @ 11:03 am

 

screenshotAo longo de toda a minha vida tenho lutado por encontrar Deus, por conhecer Deus, por amar a Deus; procurei seguir as diretrizes da vida espiritual – orar constantemente, trabalhar pelos outros, ler as Escrituras – e evitei muitas tentações de arranjar desculpas. Falhei muitas vezes, mas voltei sempre a tentar, mesmo quando estive à beira do desespero.

Agora pergunto se durante todo este tempo tive ou não suficiente consciência de que Deus andou a procurar encontrar-me, conhecer-me e amar-me. A questão não é «Como hei-de encontrar Deus?», mas: «Como hei-de deixar que Deus me encontre?». A questão não é «Como posso conhecer Deus?» , mas: «Como posso deixar que Deus me conheça?». Finalmente, a questão não é: «Como vou amar a Deus?», mas: «Como vou deixar-me amar por Deus?». Deus anda por longe à minha procura, tratando de me encontrar e desejando levar-me para casa.

Nas três parábolas em que Jesus responde à pergunta: porque come com os pecadores? , põe a tónica na iniciativa de Deus. Deus é o pastor que vai à procura da ovelha perdida. Deus é a mulher que acende uma candeia, varre a casa e procura por todo o lado até encontrar a moeda perdida. Deus é o pai que anda em busca dos filhos, vela por eles, corre ao seu encontro, os abraça, roga, suplica e anima a que voltem para casa.

Por estranho que pareça, Deus deseja encontrar-me tanto, se não mais, do que eu desejo encontrar Deus. Sim, Deus reclama-me tanto como eu a Ele. Deus não é o patriarca que fica em casa, imóvel, à espera que os filhos voltem para ao pé dele, à espera que peçam desculpa pelo seu comportamento, que peçam perdão e prometam emendar-se. Pelo contrário, abandona a casa sem fazer caso da sua dignidade, corre à procura deles, não quer saber de desculpas e promessas de emenda, e condu-los à mesa magnificamente preparada.

(Henri Nouwen – “O regresso do filho pródigo”)

Novembro 1, 2009

O des-Caminho do Meio

Arquivado em: Uncategorized — Antonio Polo @ 1:50 pm

Para recapitular: de acordo com as palavras de Jesus, há apenas dois caminhos, o difícil e o fácil (não existe um caminho do meio), nos quais se entra por duas portas, a larga e a estreita (não existe outra porta), que terminam em dois destinos, a des­truição e a vida (não há uma terceira alternativa). Nem é preciso dizer que uma conversa assim é extremamente fora de moda hoje em dia. As pessoas gostam de ser sem compromisso. Toda pesquisa de opinião pública permite, além do “sim” e do “não”, um conveniente “eu não sei”. Os homens adoram Aristóteles e o seu dourado meio-termo. O caminho mais popular é a via media. Desviar-se do meio é arriscar-se a ser chamado de “extre­mista” ou “fanático”. Todos se ressentem quando são postos diante da necessidade de uma escolha. Mas Jesus não nos deixa escapar dela.

John Stott – Contra Cultura Cristã

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